Notícia

Modelagem: como desenvolver atividades artísticas em sala de aula

O ato de modelar mexe com a afetividade, convida o educando há mergulhar um pouco mais dentro de si mesmo, melhora a autoestima e desenvolve diversas capacidades intelectuais e psicomotoras.

A experiência com o tridimensional é uma grande ferramenta que favorece a expressão artística do educando proporcionando movimento muscular, desenvolvendo a coordenação motora, a noção espacial e a memória visual. Segundo Souza (1970, p.135):

Em qualquer nível, a modelagem oferece ao aluno meios de projetar suas experiências com o mundo que o cerca, além de favorecer a descarga emocional, sendo calmante de indiscutível efeito. Com a possibilidade de fazer e refazer o trabalho( que só na pintura a dedo existe), ela também dá alto confiança a quem a pratica.

Trabalhar com argila na escola desenvolve nos alunos, motivação, sensibilidade, imaginação e autoestima além de permitir a estimulação tátil, trabalhando a psicomotricidade, estruturação postural e a capacidade de planejar e concretizar a sua própria expressão artística.

O material mais usado na modelagem é o barro ou argila, o papel, gesso e massinhas de modelar e isopor e faquinhas ou estecas que permitem cortes, furos e riscos.

No ensino infantil a preocupação é só de modelar objetos mesmo que disformes ou abstratos para a experimentação da textura.

Para os maiores podem-se mostrar imagens de peças históricas e contextualizando, modelar um objeto novo a partir da ideia daquele autor.

mão na massaA modelagem pode ser feitas por rolinhos (cobrinhas) colados um ao lado do outro formando objetos como vasos, cestos e outros.

As figuras humanas ou representações dessas, vasos e peças mais elaboradas por alunos maiores, podem ser pintadas com graxa de sapato e por cima uma leve camada de purpurina dourada.

Passar uma flanelinha para tirar o excesso, fica parecendo ferro envelhecido e não precisa forno para queima, já que as escolas não possuem.

Esculturas abstratas ficam bonitas quando feitas a partir de isopor( esses de caixas de embalagens de eletrônicos), recortando, colando a diferentes peças, sobre uma madeirinha de base, passar massa corrida, criar texturas e aplicar betume a base de água e purpurina.

A sustentabilidade em sala de aula é forte nas artes plásticas. Tudo pode ser reaproveitado.

Aquelas bandejas de frios, formam uma base para se fazer Xilogravura. É só desenhar com uma caneta sem tinta, fazendo sulcos aprofundados, passar tinta guache e decalcar em papel ou tecidos.

A Argila permite mostrar aos alunos em uma aula como são os fósseis. Decalcam objetos (bichinhos, folhas e conchas) num bloquinho de argila e se criam os próprios fósseis.

Em datas comemorativas como no Dia do Índio, releituras em argila das cerâmicas Marajoara e estudo e pesquisa sobre os povos que praticavam esta técnica, trará mais aprendizado do que desenhar índios ou pintar o rosto e fazer cocares.

Com gesso dissolvido e feito bloco em uma caixinha de leite vazia, pode-se modelar ou esculpir objetos, no Renascimento era muito comum a escultura.

Gazes gessadas, compradas em farmácias são ótimas para fazer máscaras, usando os próprios rostos como moldes. Um faz no rosto do outro. Depois de secas é só pintar conforme criatividade ou usando algum estilo como modelo. As máscaras do carnaval de Veneza ou Circo de Soleil tem bonitos exemplos de máscaras.

Enfim a criatividade na modelagem é infinita, mas sempre se lembrar de mostrar obras de outros artistas ou artesãos para que o aluno também agregue conhecimento à prática realizada.

Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO